No passado dia 20 de março, em Évora, procedeu-se à assinatura do protocolo que assegura a execução das infraestruturas externas necessárias ao pleno funcionamento do futuro Hospital Central do Alentejo. Em cerimónia presidida pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, este protocolo estabelece as condições necessárias para a execução das infraestruturas externas indispensáveis ao funcionamento do futuro Hospital Central do Alentejo. O acordo estabelecido envolve a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. (CCDR Alentejo, I.P.), a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e o Município de Évora.
O Presidente da CCDR Alentejo, I.P., Ricardo Pinheiro, sublinhou a importância da articulação entre as entidades regionais e o Governo, nomeadamente «a forma como conseguimos adaptar este protocolo à nova realidade, pelo aumento do valor do custo das infraestruturas, dos acessos rodoviários e também das ligações a redes elétricas e de águas, reflete bem uma agilização plena entre aquilo que é a coordenação regional e o Governo central».
Ricardo Pinheiro evidenciou, também, a importância do reconhecimento pelas instituições europeias para a continuidade do investimento. «Tivemos uma avaliação positiva da Comissão Europeia a este projeto», afirmou.
Durante a cerimónia, a Ministra da Saúde fez notar que o projeto, atualmente com cerca de 80% de execução, enfrentou atrasos significativos devido à sua dimensão, complexidade e a constrangimentos processuais acumulados ao longo do tempo. Ana Paula Martins sublinhou que, apesar desses desafios, o financiamento está integralmente assegurado pelo Ministério da Saúde, incluindo a majoração realizada em 2025, garantindo condições para a conclusão da empreitada dentro dos prazos previstos, prevendo-se a abertura do novo hospital até ao final de 2027.
O protocolo agora firmado define as responsabilidades na implementação das infraestruturas externas, como os acessos rodoviários, redes de água e saneamento, ligações elétricas e infraestruturas de telecomunicações.
Nesta cerimónia estiveram também presentes os Vice-presidentes da CCDR Alentejo, IP, António Graça Lopes e Henrique Sim-Sim.
O Hospital Central do Alentejo representa um investimento estruturante para a região, servindo diretamente mais de 150 mil habitantes do distrito de Évora e cerca de 440 mil pessoas em todo o território alentejano. Com uma área bruta aproximada de 100.000 m², distribuída por 10 pisos, a nova unidade hospitalar reforçará a resposta assistencial e a coesão territorial do Serviço Nacional de Saúde no sul do país.
Para além da vertente assistencial, o hospital terá um papel relevante no domínio da formação superior, nomeadamente mestrado integrado em Medicina da Universidade de Évora. Segundo a Ministra da Saúde, a nova unidade será “fundamental para a formação de futuros médicos”, constituindo-se como uma infraestrutura moderna ao serviço da investigação e do ensino clínico.
Por fim, e nas palavras do Presidente da CCDR Alentejo, I.P., Ricardo Pinheiro realçou o compromisso de garantir que o hospital esteja operacional «o mais rapidamente possível e melhore a vida dos cidadãos do Alentejo, mas também a escala nacional». Importa ainda destacar o enquadramento do financiamento europeu no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030, que assegura a continuidade do investimento através da 2.ª fase da operação anteriormente apoiada pelo Portugal 2020. Este apoio, ao abrigo do FEDER, contempla uma dotação indicativa de cerca de 17,7 milhões de euros, com uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%, destinando-se à conclusão das infraestruturas hospitalares no quadro da transição entre períodos de programação europeus.









