Vice-Presidente da CCDR Alentejo, Marciano Lopes, participa na conferência “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal”



O Vice-Presidente da CCDR Alentejo, I.P. para a área da Saúde, Marciano Lopes, participou no passado dia 7 de julho na 6.ª sessão do ciclo de conferências “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal”, promovido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), no âmbito da consulta pública do documento estratégico que estará disponível para contributos até ao final do mês de julho.

Na sua intervenção, Marciano Lopes destacou a importância da iniciativa e saudou a opção do CNS por um processo de debate aberto e participado, considerando que a consulta pública constitui uma oportunidade relevante para enriquecer o documento através dos contributos dos diferentes agentes do setor da saúde, das instituições e da sociedade civil.

Durante a conferência, o Vice-Presidente da CCDR Alentejo, I.P. sublinhou a necessidade de reforçar uma abordagem centrada na promoção da saúde e na prevenção da doença, defendendo igualmente a importância de garantir a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de saúde, independentemente do território onde residam. Destacou ainda a relevância da integração de cuidados, do planeamento em saúde e do desenvolvimento de estratégias que promovam uma melhor articulação entre os vários níveis de prestação de cuidados.

Marciano Lopes referiu também o papel da saúde ambiental e da gestão dos espaços públicos pelas autarquias como fatores determinantes para a qualidade de vida e para a promoção de comunidades mais saudáveis. Neste contexto, salientou a necessidade de continuar a valorizar as boas práticas, os processos de melhoria contínua da qualidade e a adoção de modelos de organização assentes no trabalho em equipa, com uma forte aposta na qualidade e na eficiência das respostas prestadas aos utentes.

Relativamente à realidade regional, destacou como principal desafio para o Alentejo o recrutamento e a fixação de recursos humanos na saúde, abrangendo médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e outros profissionais indispensáveis ao funcionamento do sistema. Para o responsável, esta continua a ser uma condição essencial para assegurar uma resposta de proximidade e garantir a equidade no acesso aos cuidados de saúde.

Marciano Lopes defendeu ainda um maior envolvimento da comunicação social na promoção da saúde e da informação de interesse público, propondo a criação, nos cursos de Comunicação Social, de uma unidade curricular dedicada à gestão da informação em saúde. Esta medida visa contribuir para uma comunicação mais qualificada e rigorosa em matérias de saúde pública, reforçando simultaneamente a literacia em saúde junto da população.

A conferência integrou um ciclo nacional de sessões descentralizadas promovidas pelo Conselho Nacional de Saúde, constituindo um espaço de reflexão e partilha sobre os principais desafios do setor. O relatório “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal” pretende contribuir para a construção de uma visão partilhada sobre o futuro do Serviço Nacional de Saúde e do sistema de saúde português, promovendo consensos em torno das reformas e prioridades estratégicas para o país.

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