
Jornadas HEPRESTONE, a 29 de outubro, juntam especialistas em património, arqueologia, conservação e tecnologias digitais para discutir novas formas de proteger monumentos e promover um turismo sustentável. A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória.
Como preparar o património histórico e arqueológico para os efeitos das alterações climáticas? E como utilizar as novas tecnologias para antecipar riscos, melhorar a conservação dos monumentos e promover um turismo mais sustentável? Estas são algumas das questões em debate nas Jornadas HEPRESTONE, que se realizam no próximo dia 29 de outubro, a partir das 9h30, no Hotel M’Ar de Ar Aqueduto, em Évora. A participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.
A iniciativa reúne especialistas nacionais e espanhóis das áreas da arqueologia, geologia, conservação e restauro, património cultural e tecnologias digitais, para partilhar conhecimento e apresentar soluções que contribuam para uma gestão mais preventiva do património construído.
Organizadas no âmbito do projeto europeu HEPRESTONE, as jornadas colocam em discussão os desafios que as alterações climáticas representam para os monumentos e sítios históricos, com particular atenção ao património construído em pedra. O programa inclui a apresentação do projeto e da ferramenta digital HEPRESTONE, desenvolvida para apoiar a monitorização e a gestão preventiva do património, recorrendo à digitalização e à metodologia HBIM (Heritage Building Information Modeling).
«O projeto HEPRESTONE demonstra a importância da cooperação transfronteiriça, neste caso ao permitir testar soluções inovadoras para a conservação preventiva do património. A partir deste projeto piloto que decorreu em Évora, Mérida e Portezuelo (Cáceres), podemos agora refletir sobre ampliar a mais locais do Alentejo e da Extremadura, ou numa maior ambição, em Portugal e Espanha. É importante que estas iniciativas possam ser replicadas e alcançar maior impacto, é esse o nosso próximo desafio.», afirma Henrique Sim-Sim, Vice-Presidente da CCDR Alentejo, I.P. para a área da cultura, a propósito da realização desta conferência internacional.
Entre os temas em destaque estão a conservação da muralha romana de Évora, a proteção e valorização do património construído em pedra, os impactos das alterações climáticas na conservação e no restauro e o estudo arqueológico da Alcazaba de Mérida. O programa inclui ainda um debate sobre os desafios da gestão e salvaguarda de monumentos, conjuntos e sítios históricos.
O projeto HEPRESTONE promove a cooperação entre Portugal e Espanha, no espaço transfronteiriço Centro–Extremadura–Alentejo, com o objetivo de desenvolver métodos e ferramentas que permitam identificar fatores de risco, acompanhar o estado de conservação dos monumentos e apoiar decisões de manutenção e conservação. A iniciativa procura, simultaneamente, contribuir para um turismo sustentável e inclusivo, reconhecendo o património cultural como um recurso estratégico para o desenvolvimento dos territórios e para a fixação das suas populações.
As jornadas terminam com uma visita à Cerca Velha e à Domus Romana da Casa Nobre de Burgos, em Évora, proporcionando aos participantes um contacto direto com património que ilustra a importância da investigação, da conservação e da valorização dos vestígios históricos.
Dirigidas a investigadores, arqueólogos, técnicos de património, profissionais do turismo, estudantes e outros interessados, as Jornadas HEPRESTONE constituem uma oportunidade para conhecer novas abordagens à proteção do património cultural e à sua adaptação aos desafios ambientais.
A participação é gratuita, mediante inscrição obrigatória, através do formulário disponível em https://pages.horadaspalavras.pt/pagina-de-inscricao-heprestone.
Jornadas HEPRESTONE – informações úteis
Sobre o projeto HEPRESTONE
O HEPRESTONE – Gestão preventiva do património construído para a sua proteção perante as mudanças climáticas através da promoção do turismo sustentável e inclusivo — é um projeto de cooperação transfronteiriça que visa desenvolver práticas, indicadores e ferramentas digitais para melhorar a monitorização, a conservação e a gestão turística do património construído.
O projeto é liderado pelo Instituto Tecnológico de Rocas Ornamentales y Materiales de Construcción (INTROMAC) e conta com a participação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. (CCDR Alentejo), da Universidade de Évora, do Instituto de Arqueología de Mérida, da Universidad de Extremadura, da ARROW4D e da Junta de Extremadura.
Com um orçamento elegível global de 1.003.480 euros, o projeto é cofinanciado em 75% pelo programa Interreg POCTEP.