Ricardo Pinheiro defende a Inteligência Artificial como instrumento de desenvolvimento territorial na Q-Day Conference



Presidente da CCDR Alentejo destacou o potencial da IA para simplificar a Administração Pública, acelerar a execução dos fundos europeus e reforçar a competitividade das regiões

O Presidente da CCDR Alentejo, I.P., Ricardo Pinheiro, participou na 17.ª edição da Q-Day Conference, promovida pela Quidgest, integrando o painel “Soberania Digital como Vantagem Competitiva”, dedicado à reflexão sobre o impacto da Inteligência Artificial na competitividade das organizações e dos territórios.

Na sua intervenção, o Presidente da CCDR Alentejo, I.P. centrou-se na forma como a Inteligência Artificial pode contribuir para responder aos desafios do desenvolvimento regional, defendendo que a tecnologia deve ser colocada ao serviço da criação de valor económico, da modernização da Administração Pública e da melhoria da qualidade de vida das populações.

Tomando como exemplo a realidade do Alentejo, Ricardo Pinheiro sublinhou que regiões de baixa densidade enfrentam desafios específicos que exigem novas abordagens na gestão pública e na disponibilização de serviços. Neste contexto, defendeu que a Inteligência Artificial representa uma oportunidade para aproximar cidadãos e instituições, simplificar processos e democratizar o acesso ao conhecimento.

No âmbito da aplicação da Inteligência Artificial à gestão dos fundos europeus, Ricardo Pinheiro defendeu a criação de mecanismos inteligentes capazes de interpretar regulamentos, avisos e regras de financiamento, disponibilizando essa informação de forma simples e acessível aos promotores. Segundo referiu, esta abordagem permitiria acelerar a concretização de investimentos, reduzir tempos de resposta e facilitar a identificação de oportunidades de financiamento por parte de empresas, municípios e entidades da região.

Durante a sua participação, abordou igualmente o potencial da Inteligência Artificial em áreas como a saúde, o ordenamento do território e a gestão de informação estratégica. Defendeu, em particular, a importância de aproveitar o conhecimento existente nas instituições públicas para criar novas ferramentas de apoio à decisão, capazes de reforçar a capacidade de planeamento e antecipação da Administração Pública.

Ricardo Pinheiro destacou ainda a necessidade de valorizar os dados produzidos pelas entidades públicas e de os colocar ao serviço da inovação e da competitividade, defendendo que a soberania digital deve ser entendida como uma capacidade efetiva de transformar informação em conhecimento, conhecimento em decisão e decisão em desenvolvimento.

A concluir, deixou uma mensagem de confiança no potencial transformador da Inteligência Artificial, considerando que o seu verdadeiro valor não reside na tecnologia em si, mas na capacidade de gerar oportunidades, acelerar processos e contribuir para um desenvolvimento regional mais inteligente, competitivo e sustentável.

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