COMISSÃO SECTORIAL DO EMPREGO DA EUROACE



A Europa constrói-se a partir das fronteiras. A frase é da Directora Geral de Ación Exterior da Junta de Extremadura, Rosa Balas, e foi proferida no decurso da Comissão Sectorial de Emprego da Euroace, realizada na CCDR Alentejo, em 24 de junho, precisamente no dia em que ficou a saber-se da posição dos britânicos relativamente à posição perante a União Europeia.

Esta Comissão Sectorial teve como principal objectivo promover o contacto directo e pessoal entre os responsáveis institucionais, sindicais e técnicos que se movimentam no contexto laboral ao nível transfronteiriço, estruturas e competências, facto alcançado pela presença dos Delegados Regionais do IEFP do Alentejo e do Centro, do Secretário General de Empleo e da Directora General de Trabajo da Junta da Extremadura, e pelos representantes da CGTP-IN, da UGT de Portugal e da Extremadura e das CCOO extremenhas, que detêm presentemente a presidência do Conselho Sindical Interregional Alentejo-Extremadura (CSIR). Esta organização transfronteiriça integra todas as estruturas sindicais de ambos os lados da fronteira e participou pela primeira vez numa Comissão Sectorial desta Comunidade de Trabalho.

A reunião facultou a todos os participantes a oportunidade para abordarem os seus pontos de vista específicos, dando conta da situação do emprego e desemprego nas suas regiões, da natureza dos problemas e das dificuldades comuns que enfrentam, nas quais pontificam o declíno demográfico, o desafio que a formação escolar representa no âmbito da qualificação para o mundo do trabalho e do emprego relativamente às novas profissões e à procura das empresas e do impacto significativo que estes elementos representam para o crescimento económico.

Esta Comissão Sectorial de Emprego permitiu ainda identificar um conjunto de temas de interesse comum a tratar em próximas reuniões especializadas sobre diferentes matérias como  a identificação de sectores estratégicos prioritários, a necessidade de uma crescente responsabilidade social corporativa, a melhoria da empregabilidade, a transferência de informação laboral no espaço transfronteiriço, a partilha de áreas formativas, a reflexão sobre as políticas laborais e sua adequação às novas realidades de uma sociedade em mudança e com constantes desafios, entre outros.

 

CCDRAlentejo/DCI

Junho de 2016

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